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Conheça a Frente de Apoio aos Povos Indígenas

Conheça a Frente de Apoio aos Povos Indígenas

Visão geral

Uma união da Sociedade Civil que surgiu com o objetivo de realizar um trabalho efetivo, dinâmico e direto para atender às múltiplas demandas dos territórios Indígenas do Estado de São Paulo e Rio de Janeiro. Numa rede que através de uma agenda integrada compartilha as informações, para que haja uma maior efetividade na cobertura de apoio às Comunidades.

Diante do contexto de pandemia do novo Covid- 19, diversas denúncias em todo o território nacional, debates e rodas de conversas via videoconferência com as comunidades aldeadas e não aldeadas. Reagimos ao chamado para que os projetos, entidades e ativistas envolvidos na luta nos Estados pudessem se orientar e caminhar juntos a um objetivo comum.

Surge em São Paulo, como um braço da APIB, para articular e realizar de maneira harmoniosa esse suporte emergencial em vista a defasagem do Estado em políticas públicas para a população e os abismos sociais sistemáticos e
históricos.

O que fazem?

1. Arrecadação de alimentos e produtos de higiene e limpeza, garantindo o processo
de assepsia das doações;
2. Arrecadação de fundos para a campanha;
3. Orientando as comunidades indígenas nos processos de higienização das doações
recebidas;
4. Trabalhando junto aos Povos Indígenas, a APIB, para notificação e formação de
dados e informações a respeito da campanha;
5. Mapeamento de aldeias que mais precisam de ajuda em todo estado de São Paulo;
6. Mapeamento das campanhas que estão acontecendo em todo estado de São Paulo;
7. Trabalhando em conjunto para realizar uma campanha efetiva.
8. Auxiliando a viabilizar que o auxílio emergencial chegue às comunidades indígenas
9. Requerendo, junto ao poder público, testagem em massa nas comunidades
indígenas

Dessa forma conseguiremos o que? Quais resultados almejam?

O fluxo de uma campanha ordenado pode reduzir danos às comunidades, melhorar a gestão de alimentos e frequência de entregas nas comunidades, fortalecimento das instituições indigenistas e órgãos como a Funai, que sofrem com ataques constantes e sucateamento do aparelho público. Assim conseguiremos:

1. Reduzir os riscos das comunidades de contaminação do novo Covid-19;
2. Organizar as regionais e as principais campanhas que podem atender as demandas
das comunidades;
3. Produção de dados e informações para a sociedade e os órgãos responsáveis;
4. Contribuir para que as comunidades indígenas estejam mais fortes e articuladas
para garantir o direito à soberania alimentar, cultura tradicional, respeito a sua
espiritualidade e a medicina da floresta;

Além de garantir o direito básico à segurança alimentar o que mais ela faz?

É uma rede de ativistas engajados que não fecha os olhos para as demandas sociais. Se para a população urbana periférica já está alarmante, temos a ciência do que isso representa dentro das aldeias indígenas.

Isso porque são socialmente vulneráveis, invisibilizados historicamente ao longo de mais de 500 anos e resistem não só aos ataques políticos, que estão presentes sistematicamente, mas também às inúmeras contaminações de recursos naturais essenciais para a vida tanto químicas ou biológicas que aconteceram ao longo destes tempos.

Denúncias de cortes do Bolsa Família, as barreiras digitais para o cadastro no auxílio emergencial, os impactos do isolamento na saúde mental, de pacientes crônicos, mães e gestantes, as medidas que devem ser atendidas para o atendimento diferenciado e testagem da população dentro da comunidade.

Todas as formas que visam pressionar o Estado para que este cumpra suas obrigações com a população e que através das ferramentas da Gestão de Políticas Públicas podemos articular.

Dessa forma, não só reforçando as denúncias já realizadas, mas também apresentando planos de ações e outras alternativas que podem ser tomadas para a solução dos problemas respeitando a autonomia da comunidade e o resguardo evitando o fluxo de agentes e funcionários de fora no Território Indígena.

O que foi materializado até agora?

A energia gerada pelas articulações do movimento conseguiu gerar muito mais do que pressão às políticas públicas para auxiliar as famílias indígenas, conseguiu fortalecer alianças com comunidades que precisam ter suas vozes potencializadas e reverberadas para que permeiam a sociedade civil e questiona não só o papel e atuação das pessoas
mas a importância da defesa da floresta e preservação de recursos naturais em seu estado mais puro o possível para que a vida de todos os seres viventes se perpetue.

Através da campanha emergencial A FOME NÃO ESPERA, conseguimos recursos materiais, financeiros e os voluntários que fizeram todo o processo de capacitação dos protocolos de segurança biológica, higienização e logística de entrega.

Mais de famílias 1 503 foram atendidas, cerca de 70 territórios indígenas foram atendidos, contabilizando em aproximadamente 55 toneladas de alimentos básicos, agroecológicos, produtos de higiene e EPIs.

Essa energia gerada pressionou o poder público e conseguiu contribuir para consolidação de políticas como o Itesp e o Conab para estruturar o planejamento das ações e que houvesse o atendimento a todas as comunidades tanto em contexto urbano quanto aldeados.

Quem faz parte desse movimento

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), através da sua frente de trabalho no Estado de São Paulo, composto por indígenas de diversas comunidades e colaboradores não-indígenas, em parceria com o Instituto Akhanda, Aliança Universidade e Povos Indígenas (AUPI), atuam para que o planejamento estratégico e em rede com a FUNAI Itanhaém, Secretaria da Justiça e demais orgão publicos.

Já Fazem da nossa rede de articulação e fornecimento de alimentos o SESC São Paulo com o Programa Mesa Brasil, Campo Favela, o Projeto Acadêmico de Assistência aos Povos Indígenas do Centro Universitário Lusíadas (PAAPIFCMS – UNILUS) com arrecadações e logística de higienização e entrega, a Pastoral com o Frei Mateus.

E tudo isso ocorre através das contribuições e doações vindas de diferentes entidades como a Solano Trindade, Cruz Vermelha, doadores anônimos e da sociedade civil, que fortalecem junto a todos os parceiros para que possamos partir para um segundo momento onde haja a interlocução entre as comunidades indígenas para entender as demais demandas e consolidar nosso papel na luta contra os abismos sociais e demais.

Parceiros

Parceiros Permanentes:
Inst Akhanda
AUPI
APIB
FUNAI Itanhém
Secretaria de Desenvolvimento Social
Apoio aos Povos Indígenas – IF
Guardiões, lideranças e guerreiros da Comunidades Indígenas

Parceiros de Doações e Logística
Sesc – Mesa Brasil
Fapi – Unifesp
Pastoral
Campo Favela
Re Baggs
Sec da Justiça

Parceiros transitórios:
Coletivo CRU- Solo
Nea
Paapi
Cruz Vermelha
Solano Trindade
Greenpeace

Parceiros de Comunicação:
Greenpeace
350.org

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