O mês de setembro de 2020 foi marcado por um agudo aumento da aversão ao risco, com a condução das contas públicas tirando o sono dos investidores.
Nesse cenário, a Bolsa teve no mês passado a maior queda desde o tombo histórico de março, e até a renda fixa entregou rentabilidade negativa.
Isso porque, conforme aumenta o nível de incerteza sobre a condução da política fiscal em 2021, os investidores passam a cobrar um prêmio maior para comprar os títulos soberanos emitidos pelo governo, o que leva a uma queda nos preços dos papéis na mão dos investidores. Essa dinâmica é conhecida como marcação a mercado.
No mês passado o nervosismo e a consequente volatilidade nos mercados foi tão exacerbada pelos sinais desencontrados do Planalto com a equipe econômica que até mesmo o Tesouro Selic, o título público mais conservador, teve queda.
O Tesouro Selic é um título pós-fixado que acompanha a variação da taxa de juros, e, em tese, se a taxa de juros não cai, não teria porque o rendimento do papel também cair, certo? Errado.
Em setembro, o Tesouro Selic com vencimento em 2025 teve desvalorização de 0,46%, o que não ocorria desde maio de 2002, quando da eleição do ex-presidente Lula.
Fonte: InfoMoney
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