Caindo a ficha
Há tempos que não falta munição para pensar, refletir e se indignar, é verdade. Eis que surge um vírus avassalador a causar uma pandemia e um pandemônio generalizado desde março. Por determinação geral de todas as instâncias do saber científico e dos poderes públicos (excluindo os boçais, delinquentes e quetais de plantão e à solta), trancar-se em casa, lockdown, higienização total de pessoas e roupas e calçados e legumes e verduras e frutas e plásticos e o que for coisa ‘de fora’ de casa. E novas regras (essas, sim, novas de verdade) de vida, de não convivência social, de separação total e completa entre seres humanos independente do grau de parentesco ou afetividade, usar máscaras sempre. Um escândalo, um choque elétrico, nem filme de ficção (confesso que não sou conhecedora deste gênero…) conseguiria alcançar tamanha alucinação, desespero, pavor.
Então fica evidente a inconstância da vida, nem o passado nem a memória deixam de se mover, inquietar e mudar de figura. Caramba, aonde e em quê podemos nos apoiar para equilibrar?
Mas é noite de lua cheia, ventinho gostoso soprando pela janela, ainda temos céu, sol, calor e frio. Sim, também desemprego, injustiças diversas, sede, fome e miséria que não aprendi a esquecer. Tento alguma divagação, vibração, respiro fundo d’alma… Será que sou triste, me pergunto, então logo uma voz amiga dentro de mim diz que o essencial é a busca da alma.
Ao final de tudo isso, que leva muito tempo demais, quero só mudar de assunto. Sair do estômago de escândalos e doenças e do ‘modo’ revoltar. Modo avião, modo horizonte, algo assim. Sem aglomeração, sempre, esse é o ‘novo normal’ como chamam, ainda que não simpatize com esse aparente plano de apaziguamento social.
Ao invés de uma ideia, algum grande esquecimento, uma lacuna memorável a ser lembrada, quem sabe. Conversei bastante com amigas e amigos de domingo pra cá, até conseguimos sorrir, rir e lembrar de bobagens boas e nisso o nosso tempo se preencheu.
Ao invés de paciência, nossas recordações malucas de festas e shows (não pode mais, esquece), orelhões e fichas telefônicas, jogar ‘stop!’, baralho, banco imobiliário, ‘Alguma coisa urgentemente’ e o conto do João Gilberto Noll.
Texto: Palena Duran Alves de Lima – Escritora
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