Jorge é um rapaz de boa família, um engenheiro que vive em Lisboa e se apaixona por Luísa, uma jovem igualmente da classe social alta. Os dois se casam e vivem um típico relacionamento estável e de luxo do seu tempo.
Teríamos tudo para encontrar uma história de amor tradicional aqui, não fosse o relacionamento acabar sendo lido como entediante por Luísa, que estava habituada a mergulhar nas grandes aventuras de amor dos romances que lia.
É que o amor é essencialmente perecível, e na hora em que nasce começa a morrer. Só os começos são bons. Há então um delírio, um entusiasmo, um bocadinho do céu. Mas depois! Seria pois necessário estar sempre a começar, para poder sempre sentir?
Chateada com a monotonia do casamento, depois de receber a visita de um primo, Basílio, Luísa começa a manter um caso. Assim se cria o triângulo amoroso mais famoso da literatura portuguesa.
A narrativa de Eça além de falar sobre amor gira em torno do adultério, da crítica social, da hipocrisia e do cotidiano burguês de uma capital europeia.
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