O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou sua renúncia ao cargo, alegando razões de saúde relacionadas ao recrudescimento de uma antiga doença intestinal. Por duas vezes, em poucas semanas, ele tivera que ser hospitalizado para exames médicos, e já em julho a imprensa noticiava que o político de 65 anos cuspira sangue.
Ele é o chefe de governo há mais tempo no cargo na história do país, porém o longo mandato ameaça agora terminar da pior forma possível, com a saúde abalada e um balanço de sua política econômica – a quase proverbial “Abenomics” – que não deverá entrar para os anais como grande sucesso.
Tanto os seguidores quanto os adversários políticos de Abe se apressam em frisar que não querem seu cargo. Mesmo seu secretário de gabinete, Yoshihide Suga, há sete anos a seu lado, disse à agência de notícias Reuters nunca ter pensado em assumir a posição de chefia de governo, que Abe ocupava desde 2012, após já tê-la exercido de 2006 a 2007.
O mais tardar desde que a pandemia de covid-19 atingiu duramente o Japão, os ânimos no país batem recordes negativos, e com eles vão piorando os dados econômicos. Há muito se foram os tempos mais otimistas da Abenomics, dissolveram-se no ar as conquistas dos primeiros anos de mandato: de abril a junho, o desempenho econômico japonês caiu 7,8% em relação ao trimestre anterior.
Como definiu recentemente o economista alemão Gunther Schnabl, a Abenomics é “uma história de dinheiro barato” que se tornou um “longo mal para o Japão”. Na revista Cicero, Schnabl castigou a estratégia de Abe como “haraquiri de política econômica”.
Se essa avaliação procede, então antes do suícidio ritual veio o sucesso. Em seus primeiros anos, Shinzo Abe conseguiu tirar o Japão da recessão e proporcionar ao país a mais longa fase de crescimento em anos. A bolsa de valores prosperou; no geral, as empresas obtiveram grandes lucros e voltaram a investir no próprio país – também impelidas pela incerteza diante do protecionismo dos Estados Unidos.
Com sua política do dinheiro barato, injeções conjunturais financiadas por endividamento público e a promessa de reformas estruturais, Abe despertou – não só no próprio país – a esperança do fim dos anos de deflação e estagnação.
O ponto de partida dessa fase, nos anos 1980, fora um enorme superávit da balança comercial em relação aos EUA. Em meados da década, as principais potências econômicas mundiais acertaram uma valorização do iene, e, de fato, dentro de dois anos a moeda subiu 50%. Consequentemente, as mercadorias japonesas ficaram mais caras no mercado mundial, o que resultou em grave recessão no país.
Fonte: Agência Reuters
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